Naquele momento sentiu que perderia o controle de si. Emocionada, as lágrimas escorriam pelo seu rosto; o calor era enorme... Tentava se manter no salto, mas as pernas tremiam. Sentia que algo estava prestes a acontecer. Lembrou que esquecera de tomar suas pílulas de felicidade diárias e tentou se acalmar através da respiração. Nada funcionava. Aquela vontade de gritar e sair correndo era quase incontrolável. Suava frio, sentia tontura... O mundo girava. De repente olhou ao redor e começou a ficar em pânico em meio a toda aquela gente. Então em meio ao surto recém iniciado, pensou na vergonha que seria expor sua recém descoberta loucura em público. A simples hipótese dessa cena tão vergonhosa lhe trouxe uma sensação tão arrebatadora que a fez retomar o controle de si. Preferiu deixar a crise para mais tarde, sozinha em seu quarto escuro. A vergonha a impediu de seguir adiante.ANA PAULA RIOS
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